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Ilustração:
Les Gallagher ©ImagDOP |
Orca
A orca é por vezes denominada injustamente "Baleia-assassina", devido
aos seus hábitos alimentares, que incluem pinípedes (focas, morsas e leões
marinhos) e outros cetáceos, entre os quais ocasionalmente grandes baleias
como a baleia-azul e a baleia-comum.
No entanto esta espécie, como qualquer outro cetáceo, mata as suas presas
para se alimentar e portanto não pode ser qualificada como "assassina".
As orcas são os maiores representantes da Família Delphinidae, que inclui
outras espécies como os golfinhos-pintados, roazes,
moleiros, etc. As suas características particulares
tornam esta espécie de fácil identificação. Os padrões de branco na parte
inferior e a mancha branca acima dos olhos, assim como o dorso negro e a cabeça
cónica são característicos desta espécie.
O dimorfismo sexual, ou seja, a diferença na forma do corpo entre machos e
fêmeas, é bastante evidente no tamanho desproporcional que a barbatana dorsal
atinge nos machos adultos, podendo chegar a medir quase 2m de altura. Nas fêmeas
a barbatana dorsal nunca cresce tanto. O tamanho é outra diferença bastante
evidente entre o sexos nesta espécie. Os machos adultos medem em média 9.5m e
podem pesar cerca de 8 toneladas, enquanto que as fêmeas são bastante menores,
tendo em média 5.6m e pesando 4 toneladas.
As orcas são cosmopolitas, isto é, podem ser encontradas em todos os
oceanos, e em alguns casos as populações são residentes, mantendo-se fieis a
uma área restrita de ocupação.
Além de outros mamíferos marinhos, as orcas predam grandes peixes como atuns
e salmões, utilizando meios de caça cooperativa. A sua estrutura social é bem
organizada e complexa, e sendo animais gregários formam que podem ter algumas
dezenas de animais.
As crias nascem com 208 a 220 cm pesando 180kg, após uma gestação de 11 a
12 meses, e dependem da mãe por mais de um ano. O período entre gestações é
muito variável e pode ser de 3 ou3.5 anos ou até 8.3 anos. A maturidade sexual
é atingida aos 15 ou 16 anos nos adultos e 8 a 10 anos nas fêmeas.
Esta espécie não é muito frequente nos Açores, mas ocasionalmente podem ser vistos grupos que ficam por curtos períodos nas imediações das ilhas.
Texto: Rui Prieto