Ilustração: Les Gallagher ©ImagDOP

 

 

Baleia-comum

Balaenoptera physalus

 

Este rorqual é o cetáceo que, a seguir à baleia-azul, atinge maiores dimensões. As fêmeas são ligeiramente maiores que os machos da mesma idade, e crescem até os 26 metros podendo pesar 80 toneladas. Apresentam o lábio inferior e as "barbas" frontais do lado direito brancos, o que facilita a sua identificação no mar.

A sua dieta baseia-se essencialmente em eufasiáceos, mas ingerem também uma grande variedade de outros pequenos invertebrados, pequenos peixes e lulas. Para se alimentar abre a sua grande boca (expansível devido aos sulcos que apresenta na zona inferior) e nela retém um grande volume de água e alimento. Em seguida, com a ajuda da língua, o animal expele a água através das “barbas" retendo apenas os pequenos animais, que depois ingere.

Esta é uma das espécies mais rápidas de cetáceos, podendo atingir velocidades de ponta de 32 km por hora. Perto da Islândia, uma baleia-comum marcada com um transmissor percorreu 292 km num só dia, viajando a velocidades médias entre 3.6 a 14.6 km por hora.

É uma espécie cosmopolita, ou seja, pode ser encontrada em todos os oceanos. Tal como os outros rorquais, durante o Verão faz migrações para zonas mais frias, onde aproveita a alta productividade das águas para acumular reservas de gordura. Durante o Inverno viaja para águas mais quentes, onde ocorre a maior parte dos nascimentos e da actividade sexual. A maturidade é atingida entre os 6 e os 10 anos de idade ou quando os machos tem em média 18m e as fêmeas 19m. A gestação desta espécie dura 11 meses e há um intervalo entre gestações de 2 ou 3 anos. As crias nascem em média com 6 metros de comprimento e são amamentadas durante cerca de 7 meses. A sua população mundial está avaliada em 120-150 mil animais.

Nos Açores tem uma sazonalidade semelhante à da baleia-azul, sendo avistada com alguma frequência durante o período de migração.

 

Texto: Rui Prieto