SCUBAzores

Baixa do Escolar, Pico do Espírito Santo


Acesso
É apenas possível aceder a este local utilizando uma embarcação. Localiza-se a cinco milhas do Porto das Lages das Flores.

Coordenadas geográficas GPS (graus decimais)
Latitude 39º21.205'N (39.353ºN)
Longitude 31º15.409'W (31.257ºW)

Profundidade
40m

Descrição geológica
Cone vulcânico submarino, parcialmente desmantelado por processos erosivos. As escoadas lávicas que constituem esta estrutura apresentam morfologia irregular, cavidades e alguns planos de fractura que originam paredes verticais ou subverticais. Nas zonas de batimetria deprimida surgem alguns depósitos arenosos.

Tipo de fundo
Pequenas clareiras de areia, paredes verticais, grutas pequenas, muito irregular, planos negativos e covas de gigante.

Fauna característica
Aglophenia tubulifera, Pomatomus saltator e Coris julis.

Flora dominante
Asparagopsis armata e Zonaria flava.

Número de espécies identificadas
87.

Índice de Margalef
11.3.

Segurança
Difícil, apenas se aconselha a escafandria diurna.

Conservação da Natureza
Nenhum autor defendeu a protecção desta zona.

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Aspecto
Fundo rochoso com paredes verticais muito irregulares e alguns planos negativos. Há grutas pequenas, covas de gigante e algumas clareiras de areia de pequenas dimensões.

Corrente
Apesar de não ser propriamente uma baixa oceânica, esta zona já está muito exposta. Todas as precauções para mergulho em baixas de largo são aplicáveis.

Fauna
Em Julho, nesta baixa, é possível ver anchovas (Pomatomus saltator) a nadar muito rapidamente e em grandes grupos. Segundo algumas opiniões, é a melhor zona para observar peixes pelágicos na ilha das Flores. Toda a fauna associada aos planos negativos (anémonas, poliquetas e outros) e a flora nas zonas mais expostas fazem deste um mergulho fascinante.
A prática de caça submarina neste local é altamente desaconselhada. Para além dos riscos inerentes à caça perto de um local onde ocorre o tubarão martelo (Fajã de Lopo Vaz), esta é uma zona pela qual as gentes das Flores têm um grande apreço e onde apenas a pesca à linha é tolerada.

Profundidade
A profundidade mínima é de 19 metros e a profundidade máxima aconselhada é de 40 metros. A base, no entanto, só aparece bastante mais abaixo (ca. 90 metros). A profundidade média de mergulho ronda os 15 metros (registado pelo computador de mergulho). Isto significa que acabamos por ficar muito tempo no topo da coroa a ver os peixes que nos rodeiam e depois a fazer os patamares de descompressão. Aos 25 metros há uma plataforma ideal para a observação dos pelágicos.

Texto de Frederico Cardigos e Fernando Tempera (in Revista Mundo Submerso)

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