SCUBAzores
Banco D. João de Castro
Acesso
Por mar. Situa-se a 35 milhas de Angra do Heroísmo, a 38 milhas de São
Miguel e a 55 milhas do porto de Ponta Delgada.
Coordenadas
geográficas
Latitude 38.12.00ºN
Longitude 26.33.00ºW
Profundidade
13 a 47m.
Descrição
geológica
Aparelho vulcânico submarino constituído por um cone vulcânico
de vertentes exteriores íngremes encimado por uma pequena cratera rodeada
por paredes quase verticais. As escoadas lávicas que o constituem apresentam
morfologia irregular e muitas cavidades. Presença de zonas fissuradas
associadas a importantes alinhamentos tectónicos onde se verifica a libertação
de gases. Elevados gradientes geotérmicos e presença em determinados
locais de hidrotermalismo. (mais?)
Tipo de fundo
Extremo superior de uma antiga caldeira rodeada por algumas paredes verticais.
Pequenas covas de gigante. Falhas vulcânicas por onde são libertados
gases quentes.
Fauna característica
Patruças, peixes-porco, jamantas, cavala-da-Índia, lírios
e bicudas.
Flora dominante
Sargassum sp.
Número
de espécies
221, quais?
Índice
de Margalef
8.7
Segurança
Risco. Zona oceânica, hidrotermalismo e correntes de maré.
Observações
Zona com hidrotermalismo. Tapetes de bactérias termófilas nas
zonas activas de hidrotermalismo.
Descrição
Aspecto
A zona explorável por mergulho com escafandro autónomo é
constituída por uma antiga cratera circular. A base do cone da cratera
encontra-se entre os 40 e os 50 metros de profundidade. Da base projectam-se
quatro picos, chegando um deles até a um mínimo de 13 metros de
profundidade. O bordo da cratera, extremamente erodido, é constituído
por enormes rochas com frinchas onde a actividade hidrotermal é intensa.
Em certos locais a emissão de gás é tão exuberante
que nos faz imaginar estar dentro de um aquário gigante. Há algumas
acumulações de rochas de menores dimensões misturadas com
areia, principalmente na base do cone.
No Verão, algas do género Sargassum cobrem as zonas expostas que
não estão tão sujeitas à actividade hidrotermal.
Corrente
Há correntes fortes, com velocidades que podem facilmente chegar aos
quatro nós. O mergulho deve ser programado de forma realizar-se no estofo
da maré. Mesmo assim não é garantido que não apanhe
grandes correntes...
Fauna
Entre os "mais" desta baixa destacam-se as cavalas-da-índia
(Acanthocybium
solandri), mais conhecidos por wahoos, e as jamantas (Mobula
tarapacana). Menos vistosas, mas mais comuns, são as bicudas
(Sphyraena
viridensis) e as patruças (Kyphosus
spp.). Para além destes, é possível ver, com alguma
frequência, bonitos (Katswonus
pelamis) e serras (Sarda
sarda).
Profundidade
O bordo da cratera distribui-se entre os 13 e os 40-50 metros. Aconselha-se
a que o mergulho se desenvolva entre os 13 metros e os 20 metros. É aí
que ocorre a maior parte da acção e onde o hidrotermalismo é
mais activo. Fascinante!
Protecção
da Natureza
Esta região está designada como Sítio de Interesse Comunitário
(PTMIG0021) no âmbito da Directiva Habitats / Rede Natura 2000.
Texto de Frederico Cardigos e Fernando Tempera (in Revista Mundo Submerso)
Outros Textos
-
Ávila, S.P. 1997 Moluscos
Marinhos Recolhidos no Banco D. João de Castro. Açoreana,
8(3): 331-332.
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- Barreiros, A. 1999 Mistérios no mar dos Açores. Super-interessante. 20: 110-120.
- Boury-Esnault, N. & M.T. Lopes 1985 Les Désmosponges littorales de l'archipel des Açores. Annales de L'Institut Océanographique. Paris. 61(2): 149-225.
- Machado, F. & R. Lemos 1998 Sobre uma possível erupção submarina no Banco D. João de Castro em 1997 . Açoreana. 8(4): 559-564.
- Quinta, L. 1998 Um aquário oceânico. Revista Mundo Submerso. (II)25: 42-47.
-
Santos, R.S., J. Gonçalves & F. Cardigos 1996 D.
João de Castro Bank. Intas-94-0592.
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Operadores
Não há operadores a mergulhar neste local.
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