Laboratório Associado do Ministério da Ciência e Tecnologia
Aceitação do Protocolo | Protocolo assinado
Introdução
No início do século XX poucos poderiam imaginar o impacte que as disciplinas científicas e tecnológicas então emergentes poderiam ter na melhoria da qualidade de vida das sociedades em evolução naquele século. Quando entramos no século XXI a promessa de melhorias acrescidas baseadas em novas e cada vez mais complexas aplicações de sistemas de engenharia é geralmente assumido como motivo de grande optimismo. O desenvolvimento de sistemas avançados para o estudo de fenómenos naturais, a exploração e aproveitamento de recursos naturais, e a produção de novos bens de consumo são apenas alguns exemplos. Embora seja difícil prever a forma exacta que as disciplinas da engenharia assumirão no futuro, é seguro afirmar que existe um elevado número de problemas aos quais os sistemas de engenharia podem pelo menos parcialmente dar resposta.
A
visão que suporta esta proposta baseia-se na identificação
de alguns desses problemas que embora específicos da realidade Portuguesa,
devem ser compreendidos num contexto em que a integração do
país num ambiente cada vez mais aberto e interligado não pode
ser ignorado.
A hipótese subjacente é a de que disciplinas até agora
vistas predominantemente como disjuntas têm de juntar esforços
no sentido de estimular o aparecimento de novas ideias, a mobilização
de pessoas e o desenvolvimento de ferramentas que catalizem um avanço
significativo das aplicações de engenharia necessárias
a assegurar o progresso do país.
O Laboratório Associado propõe-se desenvolver num contexto multidisciplinar actividades de investigação, desenvolvimento e formação por forma a criar, melhorar, demonstrar e avaliar sistemas emergentes, alternativos e complexos de engenharia por forma a contribuir para a incorporação da inovação e a promoção da sustentabilidade nos domínios da Robótica, do Processamento de Informação, e das Ciências e Tecnologias do Ambiente.
As tecnologias de suporte serão desenvolvidas e avaliadas numa perspectiva sistémica e multidisciplinar para a qual contribuem as competências residentes nas várias unidades de I&D que se congregaram no âmbíto desta proposta.
O programa de actividades proposto está organizado nas seguintes áreas temáticas:
A
- Tecnologias para a Exploração Oceânica (Português
| Inglês)
B - Monitorização e Vigilância usando Agentes Robóticos
(Descrição)
C - Tecnologias Sustentáveis e Sistemas Ambientais (Descrição)
D - Processamento de Sinal em Redes de Comunicações e Multimedia
(Descrição)
A caracterização detalhada e as acções concretas propostas em cada uma destas áreas encontram-se explicitadas na secção 2 deste anexo. Na secção 3 descreve-se a estrutura organizativa proposta, e finalmente na Secção 4 apresentam-se os planos faseados de contratações propostas (para o 1º quinquénio) consideradas necessárias para cumprir os objectivos definidos no âmbito do Laboratório Associado.
Organização do Laboratório Associado
O Laboratório Associado terá a seguinte estrutura organizativa:
(i)
Órgãos de gestão:
Conselho Coordenador
Comissão Executiva
(ii) Gestores de área temática
(iii) Comissão de Acompanhamento
O Conselho Coordenador
O Conselho Coordenador terá como funções supervisar
e orientar em linhas gerais as actividades de colaboração das
quatro unidades participantes no âmbito do Laboratório Associado
e decidir em casos de dúvida resultantes de interpretações
divergentes dos termos do protocolo assinado.
O Conselho Coordenador é composto pelos coordenadores científicos das unidades envolvidas e pelos gestores das áreas temáticas, e é presidido pelo Presidente da Comissão Executiva do Laboratório o qual assegurará que se realiza pelo menos uma reunião do Conselho Coordenador em cada ano. As reuniões do Conselho Coordenador poderão ser convocadas a pedido de qualquer um dos seus membros.
A Comissão Executiva será composta pelos coordenadores das unidades envolvidas e presidida pelo coordenador científico do ISR-Lisboa.
A Comissão Executiva terá como funções assegurar a gestão corrente das actividades decorrentes da colaboração entre as unidades participantes no âmbito do Laboratório Associado e garantir o seu cabal cumprimento.
Gestores
de área temática
Cada área temática terá um gestor de área eleito,
por um período de 3 anos, que não terá responsabilidades
de gestão executiva, mas antes tarefas de: